Sistemas embarcados

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A denominação de “sistema embarcado” deriva do inglês embedded computing system e pode ser definido, segundo Chueiri et al. (2012), como “[...] sistemas computacionais especialistas [...] constituídos por um conjunto hardware, software e periféricos, sendo responsáveis por uma função específica ou um conjunto restrito de funções específicas. ” O nome embarcado provém “[...] do fato de que estes sistemas são projetados para serem independentes de uma fonte de energia, como uma tomada. ” (CHUEIRI, 2012, p. 3).
Pela definição de Chueiri (2012), fica claro o porquê de um sistema embarcado ser diferente de um sistema de uso mais abrangente, como o computador pessoal. Um sistema embarcado é construído para determinado afim, pré-definido, isto é, ele não ultrapassa aquilo pelo qual foi desenvolvido. Dois elementos podem ser destacados aqui: possuir uma restrição não significa inexistir a possibilidade de um aperfeiçoamento, e ser restrito também não significa ser mais simples de elaboração; muito pelo contrário. Como Barros e Cavalcante (2013) apontam, “ [...] o projeto de tais sistemas tornou-se bem mais complexo, principalmente por envolver uma série de componentes distintos e de natureza heterogênea. O projeto de uma mesma aplicação pode incluir, por exemplo, transistores e instruções de máquina de um processador. ” Em geral, essa complexidade surge das necessidades que as pessoas e empresas buscam soluções no mercado de sistemas embarcados, como “[...] custo e tempo de desenvolvimento, bem como o desempenho do produto final. ” (BARROS & CAVALCANTE, 2013, p. 2). Chueiri (2012) reforça essa complexidade ao defender a dificuldade no desenvolvimento de um software embarcado: “[...] não é uma tarefa fácil, pois se deve ter um cuidado muito grande no desenvolvimento do projeto em relação às demandas de desempenho, espaço e potência consumida. ”
Em síntese, a grande complexidade na construção dos sistemas embarcados está em características tanto físicas como da lógica do mercado. Vamos usar um exemplo que possa ilustrar essa afirmação: se você é um audiófilo e usa um iPod, você quer que a bateria dele seja capaz de reproduzir suas músicas em um intervalo de tempo suficientemente grande sem a necessidade de conectá-lo novamente ao carregador, e que ele seja pequeno e “confortável”. Por outro lado, a competividade no mercado dos players de música exige uma redução drástica no tempo de desenvolvimento e isso gera uma pressão, “[...] que também se deve ao anseio do consumidor por novidades, incentivado, é claro, pelas próprias indústrias”. A lógica do mercado, portanto, traz uma grande consequência: a redução do ciclo de vida dos produtos. “Hoje, novos modelos de aparelho celular são lançados no mercado a cada mês, forçando a retirada de modelos mais antigos das prateleiras das lojas. ” (RAMIREZ & ZEFERINO).



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7 comentários:

  1. É evidente o poder e a importância de mercado dos sistemas embarcados que são atualmente desenvolvidos, uma vez que eles representam valor agregado aos produtos. Contudo, uma leitura recente à respeito do tema me chamou a atenção devido a possíveis vulnerabilidades que estes podem trazer consigo. Segue um artigo sobre a invasão do sistema embarcado automotivo da Fiat Chryler, conhecido como Uconnect. http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/07/fiat-chrysler-chama-14-milhao-de-carros-que-podem-ser-hackeados.html . Isso mostra que a possibilidade de inserir esses sistemas em uma quantidade crescente de equipamentos e vestimentas presentes nos nosso cotidiano, pode trazer mais comodidade, conforto, praticidade, diversão, todavia, exige precauções e cautela no seu desenvolvimento, uma vez que a segurança, inclusive física, das pessoas às quais esses sistemas se destinam pode ser influenciada.

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  4. Os sistemas embarcados são hardwares/softwares combinados, cujo objetivo é controlar um dispositivo, um processo ou um sistema maior. A importância desses sistemas está crescendo continuamente e, se tornando cada vez mais inteligentes e distribuídos, eles também se tornam mais complexos e interdependentes. A interconectividade e interoperabilididade são dois fatores-chave de grande importância em relação a esses sistemas.

    Com o advento dos computadores pessoais e das redes de interconexão, os sistemas embarcados estão deixando de serem projetados como dispositivos isolados para se tornarem parte dessas redes de modo a facilitar a troca de informações para atingir objetivos comuns ou simplesmente facilitar o controle remoto por seus usuários.

    Hoje existem inúmeras pesquisas acadêmicas e empresariais tanto de dispositivos como padrões que garantam essa interoperabilidade, pois, o que se deseja realmente é que aparelhos de diversos fabricantes possam se comunicar entre si.

    Do ponto de vista tecnológico, esses desafios também são grandes porque a cada dia que passa os objetivos desses projetos estão ficando cada vez mais restritos em termos de tamanho, velocidade de processamento, potência, tempo de desenvolvimento, custo, flexibilidade para mudanças, tolerância a falhas, entre outros.

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  5. Não podemos esquecer da plataforma Arduino que está cada vez mais presente em projetos de sistemas embarcados, tanto para estudo quanto para aplicações comerciais. Hoje existe uma grande variedades de placas Arduino que vão para o mais simples uso pessoal ao uso pesado comercial. Conhecer essa plataforma de hardware e software é de grande importância para o profissional da área de sistemas embarcados, por ter uma facilidade de acesso e integração muito grande e por ser OpenSource.

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  7. Então nesse caso eu poderia classificar uma geladeira inteligente de uma determinada marca como um sistema embarcado? Levo em consideração de que o software que ela possuí é examente feito sobe medida para afetuar tal programação. E pelo que eu entendi, sistemas embarcados é um determinado hardware que possuí um software programado para efetuar tais funções, como por exemplo um micro-ondas.

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